O ano de 2008 marca a incursão de Rodrigo Tavares em carreira solo com o lançamento do disco “Convivência Campeira”. Produzido pelo instrumentista Edilberto Bérgamo o disco procurar retratar de forma musical os diversos aspectos do universo campeiro. Com a idéia de reproduzir a simplicidade da vida rural o instrumental do disco é apenas uma cordeona botoneira e um violão crioulo, executados pelo próprio Edilberto e Guilherme Collares, respectivamente.
Trazendo obras de diversos autores consagrados (tais como: Eliezer Tadeu Dias de Souza, Zeca Alves, Felipe Brasil, Zulmar Benites, Xirú Antunes, Cristian Camargo, Erlon Péricles, Rogério Villagran, Juliano Gomez, Rogério Ávila, o próprio Tavares, entre outros), o trabalho conta também com a participação especial de Felipe Brasil nos declamados.
O disco apresenta um belo encarte com os registros fotográficos de Alexandre Teixeira (www.alexandreteixeira.com), enriquecendo ainda mais a obra.
Sobre Rodrigo Tavares:
“Talvez nos soe familiar porque nos lembre a calma der um fim de tarde, que cheira a mate novo, lombos lavados, botas secando e pios dos pássaros que se aninham para a noite que chega. De uma simplicidade e pureza como a que se vê naqueles rostos queimados, que sorriem porque o dia andou bem. Aquele sorriso que emoldura a idéia de que um dia depois do outro, com seus pequenos momentos, representam os grãos que firmam essa montanha inabalável que é a felicidade dos puros de coração.
Talvez passe despercebido a alguém esta natural entoação que o Rodrigo dá ao que canta, mas é própria de quem sabe o que está cantando, a idéia, a forma e o ar de estância habitada, com vida. Sem a arrogância de cantores que mascaram sua superficialidade com gritos, soa simples como o vento da primavera passando por um humilde alambrado de um topo de coxilha. Como disse com propriedade Don Atahualpa: “...el que se larga a los gritos no escucha su próprio canto.”
Rodrigo Jacques.
“Penso que o jovem universitário Rodrigo Ungaretti Tavares é mais um desses que conseguiu inserir-se nessa condição de perscrutador das minúcias e das grandezas do seu espaço. Com nítida contemporaneidade pulsando no seu ANDARILHO, o novel autor busca, com alma limpa, expressar o seu lugar e suas vivências, sentidas e assimiladas, no tíbio ninho dos seus ancestrais, a Estância do Taquara no histórico Herval do Sul.
Fico na expectativa de que este romance seja apenas o sinuelo de muitas outras obras que o Rodrigo deverá concretizar vida adentro e que, fundamentalmente, sirva de estímulo e exemplo para outros jovens seguirem pela mesma senda para (quem sabe?) alcançarmos, um dia, através das novas e conscientes gerações, a assimilação e prática comportamental do denso conteúdo que possuí a memorável frase do imenso Atahualpa Yupanqui: “O homem começa a valer quando aprende a entender e respeitar o chão onde pisa”.”
Eron Vaz Mattos.
Primeiro CD do guitarrista Gambona. Gravado em outubro de 2001. Este CD foi enviado para o guitarrista André Christovam, que imediatamente convidou Gambona para abrir a primeira noite do Natu Blues Festival, em Porto Alegre. Gambona: guitarra, slide, violão aço, ha...